HISTÓRIA DA CIDADE

A área onde hoje está localizado o município de Camaragibe era povoada por índios, até a chegada dos portugueses com Duarte Coelho Pereira, em meados do século XVI. As terras eram utilizadas para a exploração do pau-brasil e, posteriormente, a produção da cana-de-açúcar. O município surgiu com os antigos engenhos, como o Engenho Camaragibe ( Conheça o Site ), fundado em 1549 e considerado um dos mais prósperos da região até a invasão holandesa em 1645. O engenho foi incendiado pelas tribos indígenas que viviam no local. Entre 1891 e 1895 foi implantada uma fábrica de tecidos pelo Engenheiro Carlos Alberto de Menezes, o que modificou a feição do local. Em 20 de dezembro de 1963 a Lei Estadual nº 4.988 elevou o distrito à categoria de município, o qual foi extinto em 6 de julho de 1964, por acórdão do Tribunal de Justiça (mandado de segurança nº 59.906), sendo seu território reanexado ao do município de São Lourenço da Mata. Sendo novamente elevado a categoria de município só em 13 de maio de 1982, desmembrando-se de São Lourenço da Mata, segundo a Lei nº 8.951, publicada no Diário Oficial do Estado de Pernambuco daquela data. O topônimo Camaragibe significa "rio dos camarás" (camara: a planta, y: rio, pe: em). Camará ou cambará é o nome de um arbusto presente na região. A grafia correta é Camarajibe pois prescreve-se o uso da letra "j" para palavras indígenas ou africanas (exceções: angico e angical). O nome vem do tupi Rio de Camará, em referência ao arbusto camará ('Lantana camará'), popularmente conhecido como chumbinho. Ao longo dos anos, a grafia foi alterada para Camaragype, Camaragipe e finalmente para Camaragibe.

Fonte: Wikipédia

 

Aspecto do Antigo Engenho Camaragibe

O Engenho Camaragibe localiza-se no município de mesmo nome e é um dos principais atrativos turísticos dessa cidade. Em 1545 o donatário da Capitania de Pernambuco Duarte Coelho de Albuquerque doa uma carta de sesmaria a Diogo fernandes que, em 1549, levantou o Engenho Camaragibe. Pertencente a freguesia da Várzea, era localizado nas margens do riacho Camaragibe, afluente do Rio Capibaribe, cujo nome significa "rio dos camarás" na língua tupi. Camarás é uma espécie de planta conhecida popularmente como chumbinho. Diogo Fernandes era cristão-novo (judeu convertido à força ao catolicismo) e foi casado com Branca Dias, também judia e acusada pelo tribunal de Inquisição como suspeita de práticas judaizantes. Com um ataque dos índios em 1555, o engenho que só possuía os canaviais e a casa-grande, foi destruído, sendo reconstruído em 1563 com a ajuda de Bento Dias de Santiago (outro cristão-novo). Com a morte do marido entre 1563 e 1567, Branca Dias assumiu o engenho cuja casa-grande possuía um oratório dedicado a San Tiago. Por isso o engenho era também conhecido como Engenho de San Tiago. Branca Dias teve vários filhos e foi uma das pioneiras na educação feminina em Pernambuco ensinando as mulheres a fiar, costurar e bordar. Acusada pela própria mãe, foi levado ao tribunal de inquisição, sendo que não chegou a ser condenada. Continuou sendo perseguida e suspeita, mesmo após a sua morte, pois os católicos não aceitavam que os corpos de "hereges" ficassem sepultados em suas igrejas. Com a invasão holandesa o Engenho Camaragibe ficou destruído e no século XIX, em visita a Pernambuco, o inglês Henry Coster afirmou que o Engenho Camaragibe era um dos mais importantes da região. Hoje, o Engenho Camaragibe possui ainda a casa-grande com um oratório em seu interior, a fábrica ou moita e uma vila de casas. Situada ao lado do Parque Camaragibe, a casa é conhecida como "casa de Maria Amazonas" por ser esta sua atual proprietária. A casa original foi completamente reformada sofrendo sucessivas alterações, mudando inclusive a fachada frontal. A atual casa possui estilo eclético do final do século XIX. É tombada a nível estadual pela FUNDARPE.

Autor: James Davidson - Site: PEredescoberto.blogspot.com


 

Antiga Fábrica de Tecidos

 

O povoamento da área territorial onde se encontra o município de Camarajibe teve início no século XVI. Coberta de extensas florestas, notadamente de "Pau-Brasil", a região foi, aos poucos, colonizada pelos exploradores de madeira, destinada à exportação. Entre os anos 1891 a 1895 o engenheiro Carlos Alberto de Menezes fundou na localidade conhecida pelo nome de Camarajibe, nas terras do município de São Lourenço da Mata, uma vila operária. O aglomerado que deveria conter cinqüenta moradias situava-se perto da fábrica de tecido ali existente e da estação ferroviária que controlava o tráfego para Limoeiro. O topônimo do município é de origem indígena, significando "no rio dos camarás", foi motivado pela existência, na região, de uma arbusto de nome "Camará" que, segundo o botânico Renato Braga, tem excelentes aplicações medicinais. Formação Administrativa Distrito criado com a denominação de Camaragibe, pela lei municipal n 21, de 05-03-1908, subordinado ao município de São Lourenço da Mata. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Camaragibe, figura no município de São Lourenço da Mata. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-XII-1937. No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito de Camaragibe aparece grafado Camarajibe e permanece no município de São Lourenço da Mata. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o distrito de Camarajibe permanece no município de São Lourenço da Mata. Elevado à categoria de município com a denominação de Camarajibe, pela lei estadual n 8951, de 14-05-1982, desmembrado de São Lourenço da Mata. Sede no antigo distrito de Camarajibe. Constituído do distrito sede. Instalado em 31-01-1983. Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído do distrito scde. Pelo acórdão do tribunal de justiça, mandado de segurança n 59.906, de 06-07-1964, o município é extinto, sendo seu território anexado ao município de São Lourenço da Mata. Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o distrito de Camarajibe figura no município de São Lourenço da Mata. Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Camaragibe, pela lei estadual n 8951, de 14-05-1982, desmembrado de São Lourenço da Mata. Sede no antigo distrito de Camaragibe ex-Camarajibe. Constituído do distrito sede. Instalado em 31-01-1983. Em divisão territorial datada de 31-VII-1983, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. Alteação de Grafia Camarajibe para Camaragibe alterado, pela lei estadual n 8951, de 14-05-1982. Gentílico: camaragibense

Fonte: Biblioteca IBGE


 

História da Estação Ferroviária de Camaragibe

Município de Linha Norte - km 20 (1960) PE-3185 Inauguração: 20.10.1881 Uso atual: estação do Metrorec com trilhos Data de construção do prédio atual: 1908 HISTORICO DA LINHA: A linha que originalmente unia a estação de Brum, no Recife, a Pureza, próximo à divisa entre Pernambuco e Paraíba, foi aberta de 1881 a 1883 pela Great Western do Brasil, empresa inglesa que tinha a posse e a concessão da E. F. Recife ao Limoeiro. Esta linha avançou até Pilar, na antiga E. F. Conde D'Eu, incorporada à GW em 1901, onde sua linha, aberta em 1883, entre outros ramais, avançava até Nova Cruz, já no Rio Grande do Norte e da E. F. Natal a Nova Cruz, que também passou à GW, na mesma época. Para ligar estas duas últimas, a GW construiu em 1904 um trecho de 45 km, formando então o que veio a ser chamado de Linha Norte. Quando ocorreu a venda da GW para a Rede Ferroviária do Nordeste, no entanto, o trecho do RN já não mais pertencia à GW, mas foi incorporado à RFN, e em 1957 tudo isso foi uma das formadoras da RFFSA. A linha está ativa até hoje sob o controle da CFN, que obteve a concessão da malha Nordeste em 1996, mas trens de passageiros não circulam mais por essa linha desde os anos 1980. A ESTAÇÃO: A estação de Camaragibe foi aberta em 1881. O livro de Cyro Deocleciano de 1886 cita a abertura do trecho no dia 24. Esta era a estação velha, situada (*) no km 18,300. Em dezembro de 1908, foi aberta a estação de Camaragibe, a nova, 1.200 metros à frente, para a recepção da nova linha que ligava a estação de Tijipió (e depois, Coqueiral, construída no ponto de saída do ramal, em 1919) e ligava as linhas Centro e Norte. A velha seguiu existindo pelo menos até 1949, quando era reportada como sendo uma parada apenas. Em 1960 já não é citada. Desde a primeira metade dos anos 1930, os trens de passageiros já não saíam mais de Brum, mas de Cinco Pontas, indo encontrar a linha Norte fora da cidade do Recife através da ligação Norte, de 1908, entre a antiga Central de Pernambuco e Camaragibe. Esta nova estação, então, desde sua abertura em 1908 era um entroncamento da linha que vinha de Brum e agora aparentemente somente era usada apenas para cargueiros e da linha que agora partia de Cinco Pontas com os trens de passageiros (o Asa Branca, por exemplo) para a Paraíba. A partir dos anos 1960, com a desativação total da linha que vinha de Brum, deixou de ser um entroncamento. (*História de uma estrada de ferro do Nordeste, Estevão Pinto, 1949) Atualmente, totalmente reformada, é uma estação do Metrorec, o metrô do Recife. Administrações: Great Western (1881-1950), Rede Ferroviária do Nordeste, (1950-1975), RFFSA (1975-1996) e METROREC (1996-2007)

Fonte: Texto: Ralph Mennucci Giesbrecht. ( Estações Ferroviárias )


Foram Prefeitos:

1983/1988 Carlos Josemar Lapenda

1989/1992 Arnaldo Gonçalves Guerra

1993/1996 João Ribeiro de Lemos

1997/2000 2001/2004 Paulo Roberto de Santana

2005/2008 2009/ atualidade João Ribeiro de Lemos



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